A jornada de conexão, do pouso à decolagem seguinte
O Cenário 03 representa a conexão UAM em um vertiporto no sítio aeroportuário de São José dos Campos (SBSJ): o passageiro chega voando de eVTOL e precisa embarcar em outro voo eVTOL. São dois voos de saída na janela operacional matinal (07:30–11:00) — partidas publicadas às 09:15 e 10:40, quatro assentos por aeronave e oito passageiros em conexão. O simulador é um motor de eventos discretos reproduzível por seed, o que torna todo resultado auditável.
A jornada começa no pouso do eVTOL alimentador — planejado às 07:50 (V1, janela 07:45–07:55) e 09:15 (V2, janela 09:10–09:20, posicionado na partida publicada do V1), com desvio Normal de ±120 s e vertipad único (o segundo voo só pousa após a decolagem do primeiro). A partida publicada de cada voo é o pouso planejado + 85 min. O pouso dispara dois processos em paralelo: o desembarque sequencial dos passageiros (média de 60 s por pessoa, tripulação embutida) e o turnaround da aeronave — o mesmo eVTOL que chega é recarregado (Normal 1800 s ±600, piso operacional de 5 min, +600 s pós-pouso sem resfriamento) para operar o voo de saída.
O vertiporto de conexão fica do outro lado da pista: do pad, a van de apoio atravessa a pista com o grupo. A travessia de chegada é consolidada numa única etapa por viagem (LN 300 s ±120), sem laço de pista; só a de saída mantém o sorteio de pista livre (82%). No terminal, o passageiro passa pela restituição de bagagens (LN 600 s ±300, servidor único — o gargalo do cenário, ~25 min por passageiro somando fila e serviço), faz o check-in de conexão convencional (LN 300 s ±120) e a pesagem (120 s fixos + LN 120 ±120) — e sobre o check-in incide o encerramento da conexão (09:10 no V1, 10:35 no V2 — pouso + 80 min): quem não conclui a revalidação a tempo tem a conexão perdida e o voo parte sem ele. A facilitação é 100% (a custódia G01 permanece no BPMN por rastreabilidade, mas com p=0,00 nunca dispensa): todos passam por conferência documental (60 s), raio-X (180 s) e, se o equipamento alarmar (10%), revista manual (120 s) — com 1% de detecção de item proibido, único desfecho de embarque negado.
Após o briefing único por voo (LN 120 s ±120, barreira que aguarda o grupo), o fluxo sincroniza com a aeronave: um gateway paralelo (PG2) só libera o embarque quando briefing E turnaround terminaram — é o safety lock da recarga aplicado à conexão. Liberados, os passageiros seguem em van de saída em lote (LN 180 s ±120 por viagem) até o cruzamento de pista (82% de pista livre por tentativa; pista ocupada implica espera média de 90 s e nova verificação), cruzam (45 s), percorrem até o estande (LN 120 s ±60) e embarcam em lote por voo (LN 120 s ±30). A decolagem real exige horário publicado atingido, turnaround concluído e todos os passageiros ativos a bordo — a antecedência de 85 min é dimensionada pela cadeia de conexão (encerramento em pouso + 80 min), e o atraso médio de partida frente ao publicado é de ~2,7 min.
A pergunta-mestra do cenário é o tempo mínimo de conexão que essa jornada exige — e quão sensível ele é à restituição de bagagens, ao atraso do voo alimentador e aos recursos compartilhados do sítio (pad, van, pista).