A jornada do passageiro, da porta do terminal à decolagem
O Cenário 02 representa a operação de embarque de passageiros de eVTOL (aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical) em um vertiporto remoto no sítio aeroportuário de São José dos Campos (SBSJ), com acesso terrestre pelo setor público, em uma janela matinal que abre às 07:30 com dois voos: partidas planejadas às 08:40 e 09:40, quatro assentos por aeronave e oito passageiros programados nos dois voos. O simulador é um motor de eventos discretos: o relógio não avança de forma contínua, e sim de evento em evento — uma chegada, o fim de um atendimento, a liberação de um recurso. Cada execução é reproduzível por uma seed (semente do gerador de números aleatórios), o que torna todo resultado auditável.
A jornada começa quando o passageiro entra no terminal. O instante de chegada é uma variável aleatória (distribuição Beta) dentro da janela do seu voo. Antes de cada posto o passageiro percorre trechos a pé medidos em metros (100 m no total, velocidade lognormal sorteada por passageiro). No balcão do operador ele realiza o check-in (tempo lognormal, média de 300 s ±120 s) e a pesagem de passageiro e bagagem (120 s fixos do passageiro + LN(120,120) das bagagens) — etapa obrigatória porque a massa embarcada afeta diretamente o desempenho da aeronave elétrica. Sobre essa fase incide o encerramento do check-in: quem não o conclui até 08:10 (voo 1) ou 09:00 (voo 2) é registrado como no-show e o voo parte sem ele.
Segue-se a inspeção de segurança — e aqui está a diferença central deste cenário: não há canal expresso (ARS). A inspeção é compulsória para 100% dos passageiros no equipamento genérico de facilitação: conferência documental (60 s) e raio-X (180 s ±120 s) para todos. O equipamento alarma em 10% das inspeções, o que conduz à revista manual (120 s); a detecção de item proibido tem probabilidade de 1% e é o único desfecho em que o embarque é negado.
No lado ar, após o briefing de segurança — sorteio ÚNICO por voo (LN(120,120)), cuja barreira aguarda o último passageiro do grupo —, o processo passa a depender da aeronave. O eVTOL planeja pousar 50 minutos antes da partida, com desvio normal de ±120 s — aqui a distribuição Normal é deliberada: o desvio é uma grandeza com sinal, e o valor negativo representa pouso adiantado. A aeronave ocupa o único vertipad disponível e inicia a recarga de bateria (média de 1800 s ±600 s, com piso operacional de 5 minutos; sem sistema de resfriamento em SJK somam-se +600 s pós-pouso antes da carga rápida). Uma trava regulatória de segurança elétrica (safety lock) impede qualquer embarque durante a recarga: o passageiro pode estar pronto e, ainda assim, o sistema aguarda a aeronave — um gargalo de recurso, não de fila.
Concluída a recarga, os passageiros ativos seguem em van de apoio compartilhada — embarque em LOTE por viagem (LN(180,120): rechecagem de documentos + caminhada + espera da van); deslocamento de 180 s — até o cruzamento de pista — a travessia de pista/taxiway permanece mesmo no terminal dedicado, pois o vertiporto situa-se no sítio aeroportuário de SBSJ —, cuja liberação é sorteada a cada tentativa (82% de pista livre); pista ocupada implica espera média de 90 s e nova verificação — um laço de espera que representa o tráfego de pista e taxiway. Cruzada a pista (45 s) e percorrido o trecho até o estande do eVTOL, o grupo embarca na aeronave em LOTE por voo (LN(120,30), independe do nº de passageiros). A decolagem real ocorre quando três condições se satisfazem simultaneamente: horário planejado atingido, bateria carregada e todos os passageiros ativos a bordo.