Footprint da aeronave eVTOL (proxy NASA Gen-3.1.2 Lift+Cruise) por fase de voo, altura e rumo · escolha os pontos dos decibelímetros
Este aplicativo reúne os cenários de footprint acústico calculados para o entorno imediato do vertiporto candidato em São José dos Campos. Ele foi feito para apoiar a escolha dos pontos de decibelímetros: a equipe seleciona fase de voo, altura e rumo da aeronave, clica no mapa e exporta coordenadas com cota do terreno.
O mapa mostra o nível de pressão sonora equivalente ponderado A (LAeq) de um evento representativo, em faixas de 5 dB(A). Ele não é um zoneamento de ruído e não substitui a medição em campo; é uma ferramenta de planejamento e rastreabilidade.
A aeronave operacional de referência do Sandbox é da família Eve/eVTOL, mas ainda não há dados acústicos certificados públicos para ela. Por isso, o estudo usa como proxy declarado o NASA RVLT Lift+Cruise, caracterizado na literatura com espectro e diretividade por fase de voo.
O banco NASA fornece níveis de pressão sonora sobre um hemisfério de 152,4 m. Esses valores foram convertidos para nível de potência sonora por banda de oitava (LW) pela forma hemisférica da ISO 3744, com fator de +51,6 dB aplicado por banda.
A propagação foi calculada no NoiseModelling v6 com lógica CNOSSOS-EU/ISO 9613: divergência geométrica, absorção atmosférica, difração, reflexão de primeira ordem, terreno e edificações da área-piloto de SBSJ.
O aplicativo não roda o modelo em tempo real. Ele consulta footprints já calculados: pairado, subida e descida; alturas de 2, 5, 10, 30 e 50 m AGL; e nove rumos, incluindo o rumo real de aproximação. O corpo da aeronave permanece nivelado.
As cores representam classes de LAeq de evento. A legenda pode destacar uma faixa específica, e os círculos de 100 m e 300 m reproduzem a referência geométrica do plano básico de zoneamento de helipontos da RBAC 161: 75 dB e 65 dB, respectivamente.
Essa comparação é apenas uma analogia de planejamento, porque a RBAC 161 trata zoneamento por DNL, um descritor cumulativo de 24 horas. Os footprints do app mostram eventos isolados e servem para posicionar sensores, não para aprovar uso do solo.
A campanha proposta deve usar medidores de nível sonoro classe 1, microfones a 1,5 m do solo, registro por banda de oitava entre 63 Hz e 8 kHz, séries temporais de LAeq,1s para extrair Lmax e SEL, e registro meteorológico concomitante.
O objetivo dos pontos é testar a cadeia de previsão: máximo sob o vertiporto, contraste entre eixos para diretividade, contorno de 65 dB(A), sombra acústica por edificação, efeito de relevo e ruído de fundo fora da pegada prevista.
Fonte substituta: o NASA RVLT Lift+Cruise representa a classe de configuração, não a aeronave específica da Eve.
Dados previstos: os hemisférios NASA são resultados de modelo aeroacústico, não medições em voo.
Evento, não DNL: o app mostra LAeq de evento. Exposição diária, DNL e zoneamento dependem do número de operações e do mix de rotas.
Solo conservador: foi adotado coeficiente de solo G = 0, representando superfície refletora e limite superior de nível.
Base urbana: alturas de edificações e dados de cobertura do solo vêm de bases abertas ou valores padrão quando não disponíveis.
Sem extrapolação livre: novas aeronaves, alturas, rumos, trajetórias, demanda diária ou condições atmosféricas exigem nova rodada de cálculo antes de aparecer no app.